“Pejotização” sob holofotes: o que o STF ouviu e por que empresas devem revisar seus contratos

Resumo executivo: em 06/10/2025, o STF concluiu audiência pública com 48 expositores sobre “pejotização”, colhendo visões de empresários, trabalhadores, academia e órgãos públicos. O tema se conecta a debates sobre vínculo e plataformas, mas o STF já delimitou processos distintos. Notícias do STF+1

O que foi discutido

  • A audiência mapeou argumentos pró e contra a contratação via pessoa jurídica, com foco em fraudes x liberdade contratual/inovação. Foram 48 exposições registradas. Notícias do STF
  • O STF esclareceu que o julgamento específico sobre aplicativos (Tema 1.291) não se confunde com o ARE 1.532.603 (pejotização “clássica”), embora os debates se relacionem. Notícias do STF

Por que isso importa para quem contrata PJs

  • Fiscalizações e litígios tendem a aumentar quando o tema ganha foco no STF.
  • Contratos sem alocação clara de riscos, ausência de autonomia real e subordinação disfarçada elevam o risco de reconhecimento de vínculo empregatício.

Boas práticas mínimas (compliance trabalhista)

  1. Escopo objetivo e mensurável (entregas, prazos, preço, não subordinação).
  2. Autonomia real: liberdade de meios/horários, sem controle típico de empregado.
  3. Multiclientela: evitar exclusividade sem justificativa técnica.
  4. Revisão periódica dos contratos e da rotina fática (o que acontece na prática).
  5. Trilha de documentos (propostas, ordens de serviço, notas) coerente com a autonomia.

Conclusão: a agenda do STF não proíbe a prestação de serviços por PJ, mas exige cuidado. Revise contratos e a prática operacional para reduzir riscos de passivo trabalhista. Notícias do STF


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